O CÉREBRO ADOLESCENTE EXPLICADO PELA CIENCIA
- LAURA WARKEN 1ª Série EM
- 5 de jul.
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EMOÇÕES À FLOR DA PELE E IMPULSOS EM FORMAÇÃO.
Escrito por: Laura Warken

Fonte: OES Foundation, 2024.
Gerações anteriores costumam se perguntar o que há de errado com os adolescentes da geração atual. Perguntam-se por que eles estão tão irritados, confusos e exigentes ultimamente. As causas podem ser o sono irregular e o uso excessivo de telas.
Nessa fase, o cérebro passa por diversas reorganizações e não possui autocontrole. Esse órgão passa por uma grande reconfiguração, onde o sistema límbico (parte responsável pelas emoções) amadurece antes do córtex pré-frontal (responsável pelo planejamento e controle de impulsos). Com isso, os jovens usam a amígdala para resolver problemas e tomar decisões.
Entre as principais mudanças ocorridas nessa etapa da vida estão: falta de harmonia cerebral; ocorre uma "limpeza" nas conexões neurais que não são muito utilizadas, enquanto as mais utilizadas são fortalecidas; e, com a presença de amigos, a área do cérebro ligada à motivação fica hiperativa.
A professora de Psicologia e diretora do Laboratório de Neurociência Social do Desenvolvimento, na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, Eva Telzer, relata: “O cérebro adolescente foi por muito tempo retratado como falho, imaturo ou como contribuinte para comportamentos problemáticos, mas, nos últimos cinco anos, houve uma grande mudança na forma de enxergar o cérebro em desenvolvimento como maleável, flexível e promotor de muitos aspectos positivos do desenvolvimento na adolescência."
O cérebro dos jovens contém níveis menores de serotonina e dopamina, neurotransmissores que geram bem-estar e prazer, o que pode gerar agressões, e um nível mais alto de testosterona, impulsionando a raiva e ações que são realizadas sem pensar.





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